domingo, 10 de maio de 2009

O que realmente as mulheres querem?

O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho, enquanto caçava em um bosque. Esse rei poderia tê-lo morto, pois esse era o castigo para quem violasse as leis da propriedade. Contudo, comoveu-se ante a juventude e a simpatia de Arthur e ofereceu-lhe a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta à pergunta: "O que realmente as mulheres querem?"Ao Rei Arthur pareceu impossível respondê-la, mas essa proposta era melhor do que a morte. Regressou a seu reino e começou a interrogar todas as pessoas. A Princesa, a Rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o bobo da corte, em suma, todo o seu povo, e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém, aconselharam-no a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. Era sabido também, que o preço seria alto.Chegou o último dia do prazo concedido e o Rei Arthur não teve outro remédio, que não o de recorrer à feiticeira. Ela aceitou dar-lhe a resposta, mas com uma condição: ele faria com que Gawain, o cavaleiro mais nobre da Távola Redonda e seu amigo íntimo, se casasse com ela.O jovem Arthur a olhou horrorizado; era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor horrível e fazia ruídos grotescos. Ele nunca havia visto uma criatura tão repugnante, e naquele momento, diante da perspectiva de pedir ao seu amigo para assumir essa terrível carga, preferiu a morte.Ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não seria um sacrifício excessivo o seu casamento com a bruxa, em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Távola Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, respondeu ao Rei Arthur:- O que as mulheres realmente querem, é ser soberanas de suas próprias vidas!No mesmo instante, todos perceberam que a feiticeira havia dito uma grande verdade e, que o jovem Rei Arthur estaria salvo.Assim foi; ao ouvir a resposta, o monarca vizinho devolveu-lhe a liberdade. Porém, o casamento foi muito triste, pois todos percebiam a angústia do Rei Arthur. Além disso, apesar de Gawain mostrar-se cortês, gentil e respeitoso, a velha bruxa usou de seus piores hábitos: comeu sem usar talheres, emitiu ruídos horríveis e tinha um mau cheiro espantoso.Após a festa, já em seu quarto, Gawain preparava-se para dormir quando teve uma surpresa. A bruxa apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem jamais poderia imaginar. Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido.A jovem respondeu-lhe, com um sorriso doce, que como ele havia mostrado ser honrado e como havia, apesar de tudo, sido gentil para com ela, metade do tempo ela se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela.E ela lhe perguntou:- Qual você prefere para o dia e qual você quer para a noite?Que pergunta cruel. E ele pensou: "Eu poderia ter uma jovem adorável durante o dia, para exibir a meus amigos, e à noite, na privacidade de meu quarto, uma bruxa espantosa, ou ter uma bruxa de dia e uma jovem linda nos momentos íntimos".O nobre Gawain respondeu-lhe então:- Quando aceitei casar-me com você, aceitei-a da maneira que você é. Portanto, acatarei também a sua decisão. Você deve escolher por si mesma.Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser soberana de sua vida.E complementou:- A mulher, meu nobre senhor, transforma-se de acordo como é tratada.
Resgatado por
Sérgio Lins - Março de 2006

A Flauta Mágica


Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse lhe facilitar o trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro lhe entregou uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar. Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caçada, convidando dois outros amigos caçadores para a África.Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre que já estava próximo de um de seus amigos, começou a dançar. Foi fuzilado a queima roupa. Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se, ficando manso dançou. Os caçadores não hesitaram e mataram-no com vários tiros. E foi assim, a flauta sendo tocada, animais ferozes dançando, caçadores matando.Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente, um leão faminto. A Flauta soou, mas o leão não dançou. Ao contrário, atacou um dos amigos do Caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava o caçador foi devorado.Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles "falou" com sabedoria: - Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem o leao surdo.Moral da história:
Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo.
Um dia eles podem falhar...·
Tenha sempre planos de contingência.·
Prepare alternativas para as situações imprevistas.·
Preveja tudo que pode dar errado e prepare-se.·
Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.·
Cuidado com os ‘leões surdos’.
Encaminhado por Luiz Frajtag

Oriundas e outro Blog

Sumário
O castelo sitiado
Rei por um ano
O mestre ZEN que fazia chover
O aviso do rato
O cão que não sabia nadar
A visita do amigo
Os verdadeiros tesouros pertencem a todos
A ameaça invisível
A velha chorosa e o mestre ZEN
As longas colheres
Relacionamento com o papa
A lenda das areias
A águia que quase virou galinha
Lanterna alheia
A água do paraíso
Tigres e morango

Sérgio Lins - Março de 2006
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